NOTA DO PRESIDENTE SOBRE ANSIEDADE X REAJUSTE DA MENSALIDADE DA DAPIBGE

A ansiedade é uma condição de saúde mental que, quando persistente, pode gerar consequências significativas para o bem-estar físico e emocional, especialmente entre os idosos. Esse grupo etário frequentemente enfrenta uma combinação de desafios, como mudanças no cotidiano, preocupações com saúde e questões financeiras. Esses fatores podem intensificar experiências de ansiedade, que não apenas comprometem a qualidade de vida, mas também agravam problemas de saúde preexistentes.

Estudos indicam que a ansiedade prolongada pode desencadear uma série de efeitos prejudiciais no organismo, incluindo elevação de pressão arterial, problemas cardíacos, insônia e aumento de dores físicas. Nos idosos, em especial, a associação entre ansiedade e condições de saúde como diabetes, hipertensão e doenças cardíacas torna-se ainda mais perigosa, impactando a longevidade e complicando tratamentos médicos. Além disso, problemas emocionais como isolamento social e depressão podem ser amplificados pela ansiedade não controlada, fragilizando ainda mais aspectos vitais da saúde mental e física.

A questão do reajuste na DAPIBGE e foco na gestão transparente

Entendendo esse contexto de ansiedade no grupo de associados idosos, faz-se necessário – como exemplo – abordar a questão do reajuste das mensalidades da DAPIBGE com clareza, transparência e tranquilidade. Como é sabido por todos, estamos há mais de cinco anos sem reajustar o valor das contribuições dos associados, mesmo diante da evolução dos custos gerais que incluem aumento de salários, inflação, custos com colaboradores, concessionárias e outros encargos administrativos. A DAPIBGE, como uma organização do terceiro setor, sustenta-se exclusivamente pelas contribuições dos seus associados, enfrentando, ainda, desafios como inadimplência e necessidade de investimentos constantes para manutenção dos seus projetos.

Ao executar campanhas de impacto como ações vacinais — com custos altos – às vezes antecipando contribuições de quase 8 anos para alguns sócios —, reafirmamos o compromisso com a saúde e o bem-estar dos associados. Todo trabalho realizado tem sido norteado pelas normas internas e externas, mantido em transparência absoluta, permitindo que cada sócio acompanhe e verifique a aplicação dos recursos por meio de exposições detalhadas de contas.

No entanto, como já observado, a necessidade de aplicar o reajuste gera preocupação antecipada e extrema ansiedade para alguns integrantes da associação, criando um desgaste desnecessário. Esse processo, que segue estritamente os normativos do regimento, contempla estudos sobre inflação acumulada no período, aplicação de índices oficiais, consulta aos sócios, aplicação e referendo. Portanto, não há motivo para transformar o rito básico em algo preocupante ou desproporcional — afinal, trata-se apenas de um ajuste necessário para manter o funcionamento saudável da entidade e a execução dos projetos sociais.

Esclarecimento: reajuste não é aumento

É importante reforçar que não estamos promovendo um aumento arbitrário nas mensalidades, mas sim aplicando um reajuste fundamentado nos índices de inflação que refletem o aumento geral do custo de vida. No ponto de vista jurídico, o reajuste é dotado de natureza técnica e obedece ao princípio da manutenção do equilíbrio econômico-financeiro. Esse tipo de revisão periódica visa apenas repor o poder de compra das contribuições, garantindo que a organização possa continuar existindo e atendendo suas finalidades principais.

Embora, por regra, esse tipo de assunto não precisaria ser submetido à Assembleia Geral, optamos por apresentar o processo para consulta e referendo dos associados, afim de legitimar a confiança e fortalecer o vínculo ético e transparente da gestão. A Assembleia Geral no dia 26/03/2026, será o momento ideal para esclarecer todos os pontos, apresentar contas detalhadas, debater futuras previsões orçamentárias e referendar o reajuste com a participação da comunidade.

Conclusão: foco na ética e saúde do associado

Peço que os sócios reflitam sobre a importância de abordarmos o tema com serenidade e justiça, confiando nos responsáveis eleitos por vocês para cuidar da DAPIBGE com integridade, como tem sido demonstrado ao longo deste mandato. Transformar um ponto administrativo necessário em fonte de angústia e ansiedade não contribui para a saúde física e mental dos associados, sendo importante adotarmos uma postura de confiança e ética coletiva.

Essa gestão, pautada por austeridade e responsabilidade, busca deixar um legado sólido, com transparência e cuidado pelos nossos associados, reforçando os valores que guiaram toda minha trajetória no serviço público e na atuação à frente da DAPIBGE.
Dr. Júlio Dutra
Presidente