Era uma vez um limão, sempre azedo e resmungão, que se orgulhava de sua acidez. Ao lado dele, um idoso teimoso, que passava as noites sonhando com glórias do passado, onde tudo era “mais doce”. Ele acreditava que, ao passar uma noite com o açúcar, poderia transformar o azedo do limão em algo melhor.
Certa vez, o idoso disse:
“Vejamos, limão! Se você passar a noite com açúcar, vai amanhecer doce!” O limão, com seu jeito ácido, respondeu: “Não importa quantas noites você passe sonhando em me docificar, no dia seguinte, continuarei sendo quem sou: um limão!”
Enquanto isso, o idoso batia na tecla dos conceitos retrógrados de gestão – sempre insistindo nos métodos do passado, como se fossem a única resposta para os problemas de hoje. Ele esqueceu que a acidez do limão é essencial, assim como a inovação na gestão é crucial para o futuro.
E assim, as manhãs se sucediam. O limão continuava azedo, e o idoso, teimoso em sua crença de que tudo poderia ser adocicado do seu modo e com a rotina do passado, perturbava a paz dos semelhantes, acreditando que, com um pouco mais de açúcar, a vida ficaria perfeita, será !?
Mas, no fundo, o limão sabia que sua essência era necessária, e que a verdadeira virtude estava em equilibrar o azedo e o doce da vida – aceitando a acidez natural e inovando, ao invés de se prender ao dogmatismo.
E assim, os dois seguiram, cada um teimoso em sua natureza, mas juntos, nos lembrando que, às vezes, é no contraste que encontramos a verdadeira sabedoria.
Dr. Júlio Dutra
Presidente