Nos últimos anos, a gestão do Sr. Pochmann à frente do IBGE tem se caracterizado por uma preocupante falta de capacidade de negociação. O recente episódio dos descontos nos salários de trabalhadores pelos dias de greve, embora não inédito, revela uma nova realidade: a ineficácia do aparato de assessoria da direção em avançar com as negociações junto à representação dos servidores.
Historicamente, a gerência de relações institucionais do IBGE manteve um diálogo contínuo com o Sindicato, mesmo em tempos de agitação e mobilizações. Durante mais de 15 anos, vimos como esse canal de comunicação foi fundamental para a construção de um ambiente de negociação efetivo. No entanto, atualmente, enfrentamos um clima de crescente tensão e falta de diálogo. A incapacidade da gestão atual em conduzir conversas significativas não apenas desestabiliza a relação entre a direção e os servidores, mas também prejudica a própria operação da instituição.
O IBGE, um órgão essencial para a sociedade brasileira e regido pela Constituição de 1988, deve ser um exemplo de respeito aos direitos dos trabalhadores. O artigo 8º da nossa carta política assegura aos servidores o direito à organização sindical e à negociação. Portanto, é alarmante que, em um momento em que os servidores clamam por respeito e diálogo, a resposta da liderança seja o silêncio e a intransigência.
A Dapibge não pode permanecer inerte diante dessa situação. É importante que a entidade se manifeste em apoio aos servidores, afirmando a importância do IBGE como patrimônio estatal. As vozes que pedem por negociação são legítimas e necessárias, e a pressão deve ser incessante.
Como demonstrado em mobilizações recentes, a insatisfação dos trabalhadores é palpável. O chamado à participação em eventos e manifestações online, como a convocação para a live do “Exército dos IBGEANOS”, reflete uma luta por reconhecimento e uma solução para as questões pendentes. Chegou a hora de exigir o fim de uma gestão caracterizada por atitudes arbitrárias, autoritárias e antidemocráticas. O momento é de união e um clamor coletivo pela mudança.
Dr. Júlio Dutra
Presidente