Nas últimas semanas, a Coordenação de Recursos Humanos (CRH) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tem estado sob escrutínio devido à falta de iniciativa e à precariedade do atendimento aos servidores ativos e inativos. As reclamações têm sido constantes, destacando problemas como atendimento remoto sem retorno, falta de pessoal preparado, além de erros básicos em descontos de tributos e cobranças indevidas que, em alguns casos, persistem há anos.
Casos que Ilustram o Problema
Dois casos ocorridos nas últimas 24 horas ilustram a situação. O primeiro envolve um servidor aposentado, cadeirante, de 77 anos, morador do Município de Teresópolis, que há meses tenta excluir sua esposa como dependente no plano de saúde. Diante da dificuldade, a CRH limitou-se a informar que ele deveria comparecer à sede do IBGE, mesmo sabendo que o atendimento tem sido realizado remotamente.
O segundo incidente ocorreu durante uma palestra sobre os Planos de Saúde da Assefaz. Desde o comunicado inicial da CRH, tanto o DAPIBGE quanto a Associação dos Servidores do IBGE (Assibge-SN) têm se esforçado para prestar esclarecimentos e divulgar informações sobre os planos, que são ofertados pela Assefaz em parceria com o governo e estão com prazos curtos para adesão. No entanto, a CRH fez apenas uma divulgação superficial, sem designar um servidor para atender aos associados, deixando a etapa de validação em aberto na questão do apoio instrucional. Mesmo convidados para a palestra instrutiva promovida pelo DAPIBGE, os representantes da CRH não compareceram e se quer deram uma satisfação ao convite.
O Desafio do Atendimento Remoto
Os acontecimentos recentes ressaltam um problema crítico: a capacidade da CRH de oferecer suporte eficaz aos servidores, independentemente da adoção do trabalho remoto. Muitos aposentados, que dependem de um tratamento digno e adequado e de forma presencial, sentem-se negligenciados por soluções que na prática não consideram suas limitações.
Um Apelo por Melhoria
Os apelos por melhorias no atendimento são claros e urgentes. A situação atual é insustentável, e é imperativo que o IBGE reveja suas práticas para assegurar que todos os servidores, ativos e inativos, recebam o suporte necessário. O respeito e a dignidade no atendimento não são apenas uma questão de eficiência, mas de justiça.
A comunidade espera uma resposta proativa da CRH e do IBGE na busca por soluções que tragam, por fim, melhorias tangíveis no serviço prestado aos seus servidores. Afinal, adequar o atendimento às necessidades dos trabalhadores não é apenas uma demanda dos novos tempos, mas uma necessidade urgente que não pode mais ser adiada.
Júlio Dutra
Presidente do DAPIBGE